All I know about me

- Você me deu um susto. Como entrou aqui? – reagi com a respiração cortada enquanto me virava lentamente para encontrar seus olhos.

- Digamos que não há nenhuma torre gigante me impedindo de resgatar essa princesa. - disse convencido e eu segurei o riso.

Não podia enxergar com nitidez cada traço do seu rosto com o pouco da claridade que vinha da televisão, mas o brilho de seu sorriso era algo que eu podia reconhecer ate em total escuridão, mesmo se eu estivesse a milhares de distancia. Meu peito se inquietou enquanto ele levantava suas mãos até a altura do meu rosto e segurava calmamente minhas mandíbulas. Havia uma serenidade tão intensa em sua expressão que eu já podia sentir toda a calmaria banhar meu corpo.

- Bater na porta seria um ato muito normal pra você?

- Apenas quis mostrar que ainda posso te surpreender. - deu de ombros com um sorriso torto fraco.

- Pena que não só com surpresas boas, né? - falei levantando as sobrancelhas.

- Será? - perguntou me atentando.

- O que veio fazer aqui? - perguntei tentando fingir que meu coração não estava dando pulos exagerados de alegria.

- Eu vim para levar você de volta pra sua casa. - sussurrou e eu senti o cheiro bom de seu hálito batendo contra meu rosto.

- Minha casa é onde eu me sinto bem. Ver você se drogando e acabando com a sua vida não chega nem perto do que eu entendo sobre "ter um lar".

- Você me deu um tempo pra eu reconhecer minhas atitudes, não foi? Você quis que eu avaliasse minhas prioridades, mas não houve um minuto se quer desses dias que eu não pensasse em você, então acho que isso define a minha prioridade.

- Então você não vai mais...

- Não, eu não vou mais me drogar. Meu único vício sempre foi e será você.

- Então por que você faz? Por que, Justin? Você tem feito isso com mais frequência e isso me preocupa. – falei entonando a voz.

- Eu cometo erros, eu sou humano. Eu perco o chão às vezes e pra mim é muito difícil demonstrar fraqueza.

- Quando você se droga, você pode ate se sentir mais forte, mas é nesses momentos em que eu vejo que você não é tão forte como eu imaginava. - falei cruzando os braços.

- Ninguém é. - deu de ombros. - Não conheço ninguém que leva esse tipo de vida e ainda consegue ter a cabeça no lugar. Eu me droguei muitas vezes, sim, mas eu tenho certeza que você sabe que eu não sou só isso.

- Eu sei, Justin! É óbvio que eu sei que você não é só isso, mas me diz, você sabe disso? Pois não parece. - falei exagerando um pouco no tom de voz e sentindo o desespero me tocar devagar.

- Amor, - falou firme me fazendo notar seus olhos outra vez. – Eu me toquei que toda vez que eu tinha que ser forte, você estava lá para me por pra cima e todas as vezes que eu tive que abaixar a guardar, você estava lá me trazendo à realidade outra vez. Eu vacilei, muitas vezes, me desesperei por causa do rumo das coisas, mas agora esta tudo em paz. Eu não quero correr o risco de ficar sem isso mais uma vez. Você é meu contrapeso. Me dá força e me retira ela na mesma proporção que eu preciso, nos momentos certos em que eu preciso. Você e meus filhos são minha injeção de ânimo e eu estou aqui por vocês, eu sobrevivi a tudo isso por vocês.

Sentia borboletas baterem suas asas em meu estômago. Aquilo só podia ser um lindo sonho. Eu havia cochilado no sofá e agora estava a sonhar com esse encontro. Só podia ser isso. Justin, tão lindo e tão único na minha frente subitamente dizendo as coisas que eu precisava ouvir? Eu aceito que isso seja um sonho bom se eu puder dormir para sempre. Soltei a respiração enquanto meus lábios alargavam em um sorriso tímido. Já podia sentir as lágrimas tocarem meus olhos. Eu apenas queria que aquele momento durasse para sempre.

- Eu não sei o que dizer. – suspirei sem forças.

- Então não diga nada e apenas vamos voltar pra casa. Vamos colocar as coisas no lugar. Vamos voltar a ser marido e mulher. Eu sei que minhas palavras não são as maiores e mais concretas garantias. Sei que já quebrei promessas, que menti e se hoje você não confia em mim, a culpa é minha. Mas qual é? Temos a vida inteira pra eu te convencer e eu não sou do tipo de abre mão das coisas que eu quero. - falou com um sorriso safado enquanto segurava a minha cintura.

- Então me faca acreditar! Chega de palavras, Justin. Palavras ficam no ar, voando pelo vento até se perderem e serem esquecidas. Eu quero atitudes! Quero ter certeza de que você não recorrerá a droga, que eu não terei que me preocupar quando você estiver trancado em seu escritório.

- Então volta pra mim. Longe de mim você nunca saberá se mudei ou não. Eu quero acordar e ver você dormindo ao meu lado. Quero ficar acordado pra te ver dormir, quero atravessar os problemas com você. Ficar vindo pra sua mãe toda vez que temos uma briga não vai dar em nada.

- Você sabe muito bem que eu apenas vim pra cá pra fazer você perceber que tudo que você precisa esta ao seu lado, mas se você continuar insistindo no erro eu não estarei lá pra aplaudir.

- Lorena, - falou soltando o ar do pulmão. - eu sei o que é te perder. Alias, pior do que isso, eu sei o que é te perder por um cara que não te merece, por um cara que desgraçou minha vida, que me fez passar um ano longe dos meus filhos, que me fez jogar uma amizade de anos no lixo, que me fez ter que assistir sua morte apenas por ser um eterno moleque inconsequente. Eu corri todos os perigos que eu pude pra poder ter um futuro com você e eu mereço isso agora. Meu passado está enterrado, eu venci os vilões e salvei a princesa, eu mereço ser recompensado, não mereço a solidão. Um ano ou três dias sem você são a mesma coisa, pois o tempo para quando você sai de cena, quando você me abandona. Eu fico cego. Parece que da pane no sistema e eu não consigo mais funcionar. Você é meu ponto fixo no horizonte, é onde eu almejo chegar.

- Então por que você demorou tanto? Eu não estava mais aguentando ficar sem voce. - falei me rendendo emocionada, sorrindo e fazendo as lágrimas escorrerem.

- Porque eu queria fazer do jeito certo. Foram quase quatro anos vivendo o que a vida quis impor pra mim. Era hora de ser ruim? Então ia lá o Bieber vestir a máscara de homem sem sentimentos. Eu não tinha escolha, apenas representava um papel e isso já estava desvirtuando minha sanidade. Foram quase quatro anos apenas tomando cuidado para não pisar em falso. Quase quatro sendo influenciado pelo medo, pela raiva e pelo instinto de proteger você e agora meus filhos.

- Você fez um belo trabalho, então, pois estamos todos vivos. - sorri fraco.

- É bom ouvir isso, mas não me orgulho do que fiz. Mas ao mesmo tempo sei que seria capaz de fazer coisa pior pra não te perder.

- Ei, - falei rodeando sua nuca. - Eu só queria que você reconhecesse tudo que tem e enxergasse o quão perfeito pra mim você é e acho que já concluímos esse trabalho.

- Então deixa eu te mostrar que eu posso ser mais que isso, que eu posso fazer por você o que jamais ninguém fez. Eu sou um bom homem porque eu me esforcei o máximo pra ser bom pra você. Eu quero ter a chance de te provar que você pertence a mim. Eu não quero ser apenas uma opção errada que você não pôde evitar. Eu quero ser sua única opção e pra isso eu estou disposto a te fazer feliz. Eu amo o seu sorriso e minha obrigação é mantê-lo sempre em seu rosto. - concluiu e eu soltei o ar pelo nariz sem jeito enquanto ria.

- Eu volto pra você com uma condição. - falei e em seguida retorci o lábio.

- Lá vem... - reclamou em tom de brincadeira enquanto revirava os olhos.

- Faça com que eu sinta como se você nunca tivesse colocado outra mulher na sua vida?

- Hum, difícil fazer você se sentir assim com a Cindy na minha casa toda semana. - falou brincalhão e eu ri.

- Eu amo aquela pequena e não me importo que você tenha uma filha fora do casamento.

- Isso soou como se eu tivesse te traído.

- E não traiu? – perguntei implicante levantando uma sobrencelha.

- Sim. - se apressou em dizer. - Mas a Cindy não nasceu da traição. - concluiu confuso.

- Eu sei disso e por isso falei que não me importo.

- Você se preocupa tanto com a Kimberly, mas ela não foi a primeira garota que eu me interessei.

- E quem foi?

- A Rachel que estudava com a gente.

- Aquela nariguda? Pensei que a Fabiana tivesse sido seu primeiro amor. - falei debochando do nome da garota.

- A Fabiana foi a primeira foda, mas você sabe que na vida de um garoto o boquete vem antes. - disse safado e eu neguei com a cabeça. - A Rachel era bem safadinha.

- E bem esquisitinha também.

- Vai me tirar? Eu tinha 14 anos.

- Sempre soube que ela era piranha. - impliquei retorcendo os lábios e ganhei um selinho rápido.

- Nada pior do que saber que você perdeu sua virgindade com o meu melhor amigo, então nem tente sair como vitima. - revirou os olhos.

- Quem mandou demorar para me fisgar?

- Demorar? Eu nem sabia que um dia iria cometer a loucura de casar com você. - falou levando um tapa leve no ombro.

- Pois é, perdeu a oportunidade de ser o primeiro. - dei de ombros desviando os olhos.

- Mas estou tendo a oportunidade de ser o único e ultimo agora. - rebateu com um sorriso tentador.

- Isso é verdade. Eu não tenho olhos pra mais ninguém.

- Então acho que já passou da hora de irmos pra casa, não? - perguntou e quando fui responder ouvi a voz assustada de minha mãe.

- Lorena? - ela falou acendendo a luz e nos enxergando abraçados ali.

Justin se colocou atrás de mim rodeando minha cintura e depositando um beijo em meu ombro enquanto minha mãe repousava uma mão no tórax.

- Que susto! Ouvi vozes e pensei em mil coisas.

- Relaxa, sogrinha, só vim buscar essa eterna adolescente rebelde. Parece que o hobby dela é fugir de casa. - falou e me surpreendi pelo tom de humor em que ele se referiu a ela.

- Isso é bom. - sorriu. - Eu já estava ficando sem lenço de papel. - concluiu exagerada.

- Mae! - entonei a voz mostrando reprovação. Justin era do estilo "dê dinheiro, mas dê não confiança" e eu sabia disso.

- Quer dizer que alguém andou chorando por mim? - perguntou cutucando as laterais da minha barriga.

- Não, era apenas um resfriado. - dei de ombros sem saída.

- E desde quando eu virei doença? - perguntou nada convencido.

- Desde quando ela não conseguiu se curar de você. - minha mãe respondeu entrando no jogo dele, o fazendo rir alto.

- Acho que já chega desse papo de sogra maneira, né? - falei saindo do contorno dos seus braços, mas ele me segurou pela mão.

- Assume que andou chorando por mim, assume. - pediu manhoso.

- Vai dizer que você ficou de boa lá sozinho? - perguntei cruzando os braços.

- Nosso minibar tá vazio. Nada melhor do que uma mente aberta pra refletir.

- Você quis dizer mente bêbada.

- Tanto faz. Mas chorar eu não chorei, não.

- Ah, a Lorena chorou e acabou com tudo que eu tinha na dispensa. - minha mãe acrescentou.

- Mae, eu acho que sua participação nessa conversa já pode ser encerrada - falei forçando um sorriso falso.

- Ela come quando esta ansiosa, sabe Justin? - continuou me ignorando.

- Eu sei disso, por isso ficou um hipopótamo quando estava grávida. - falou me agarrando e dando um beijo babado na minha bochecha.

- Acho que chega de elogios por hoje. - falei sem jeito fazendo os dois rirem.

- Vou te esperar no carro. - Justin disse por fim e assentiu a cabeça para minha mae para se despedir.

Assim que ele saiu me aproximei dela um pouco sem jeito.

- A senhora vai ficar bem aqui sozinha?

- Claro que vou. Eu ja estava acostumada a ter aqueles homens andando pra lá e pra cá, mas nada melhor do que a minha liberdade.

- Viu como ele tem coração bom? Eu sabia que ele ia te soltar.

- É, minha filha. A minha conversa com ele me fez abrir os olhos. Eu lhe devia as sinceras desculpas e agora sei que você esta em boas mãos. Qualquer homem que arrisca a própria vida por minha filha tem o meu aval.

- Você não sabe o quanto isso é importante pra mim. - sorri emocionada.

- Se seu pai não fosse tão turrão teria percebido isso assim como eu percebi.

- Eu sinto falta dele.

- Eu também, minha filha. Mas ele se meteu em caminhos tão difíceis que quando finalmente sua morte veio nem foi uma grande surpresa pra mim. - falou triste e eu segurei seu rosto.

- Eu prometo que não vou deixar de vir aqui.

- Traga meus netos. Eu estou doente de saudades.

- Ok, eu prometo que trago eles aqui. - falei dando um abraço apertado e nossas mais se uniram assim que nos separamos.

- Você já é uma mulher, já tem sua própria família... não posso mais dizer o que você deve fazer e o que não deve, mas posso impor uma ultima regra? - perguntou me deixando confusa, mas por fim concordei com a cabeça recebendo um lindo sorriso. - Seja feliz.

- Com certeza serei. - sorri emocionada e nos abraçamos pela ultima vez antes de eu abrir a porta de casa.

Caminhei ate o portão e avistei o carro do Justin estacionado enquanto ele se escorava na lateral da lataria falando com alguém no celular.

- Estou indo pra casa - disse ainda no telefone me puxando pela cintura com a mao desocupada quando me aproximei.

- Quem é? - cochichei enquanto ele ouvia a pessoa dizer algo.

- Tá! - falou desligando o celular me roubando um selinho.

- Quem era?

- Dona Patricia. - falou abrindo a porta do carro e contornei o veículo pra ocupar o meu banco.

- E por que não me deixou falar com ela? Eu quero saber como meus atentados estão. - falei já sentada enquanto batia a porta e ouvia o motor sendo ligado.

- Ela disse que eles estavam dormindo. - deu de ombros.

- Ela não me contou para onde ia. - falei confusa.

- Canada, visitar meus avós.

- Canada? - falei assustada me virando para ele.

- Sim, qual o problema?

- Nenhum. - falei cheia de lembranças girando em minha mente.

- Fica tranquila. Não era exatamente perto de onde vocês moravam. Só vão se tocar que estão onde estão se perceberem que o frio da porra é igual. - disse fazendo graça.

- Eu sei, mas tenho medo que eles se lembrem de Chaz. Eu sempre digo que ele viajou. Você já imaginou como vamos contar toda a nossa vida para eles quando estiverem maiores?

- Eu penso nisso todo dia, - disse por entre um suspiro e percebi o quanto aquilo o preocupava - mas a respeito do Chaz eu direi que era apenas um idiota e morreu sendo idiota. – concluiu me fazendo rir com remorso.

- Não acho que eles vão sentir medo de você ou algo do tipo - falei repousando uma mãos na coxas.

- Mas também não será uma coisa facilmente compreendida. - rebateu pensativo.

- Então o temível Justin Bieber é vencido pelo medo que tem da rejeição de seus filhos? - impliquei apertando sua bochecha e o vi sem graça.

- Você podia manter a boca ocupada ao invés de estar falando merda. - falou sem paciência.

- Não estou com fome. - dei de ombros.

- Estou falando de um boquete que faz tempo que você não faz.

- Fala sério, to morrendo de sono vou desmaiar em cima disso.

- Vai dormir com a boca no meu pau? Então faca esse favor. - disse com um sorriso malicioso enquanto abria a calça.

- Não viaja, queridinho. - falei segurando sua mão e impedindo que ele colocasse aquilo pra fora.

- Qual é, Lorena? Ta fazendo greve? Há quanto tempo não temos uma boa transa? Saiba que homem procura na rua o que não tem em casa. - disse implicante e me olhou rapidamente de rabo de olho para ver minha reação.

- É mesmo? Quem mandou você ser um homem ocupado e não ter tempo pra sua família?

- Eu sempre tenho tempo pra sexo. - falou convencido e eu ri em resposta olhando a paisagem da noite passar rapidamente pela minha janela.

- E aquele emprego que o pai do Alfredo ia te dar?

- Acabou de não fui ver. Não sei, meu pai esta muito relutante. Todo mês brota dinheiro na minha conta, ele faz isso mais não quero mais que seja assim, mas não vou mentir que não ter que trabalhar é muito bom.

- Podemos viajar! Conhecer o mundo, fazer compras... - falei eufórica.

- O que é um casamento sem um homem com o dinheiro e uma mulher pra gastar? - perguntou implicante e eu fiz uma careta.

O balanço do carro brincava com a minha sonolência. Já devia ser quase meia noite e meu corpo implorava por uma cama. Me afundei no banco sentindo frio. O inverno havia literalmente chegado em Atlanta. Pisquei os olhos demoradamente diversas vezes em todo o trajeto e só voltei ao normal quando Justin me sacudiu para que descêssemos no carro.

- Ei, dorminhoca.

- Me deixa em paz. - reclamei manhosa.

- Você não pode dormir sem antes ver suas ultimas surpresas. - falei e eu abri os olhos rapidamente. - Interesseira. - ele sorriu beliscando levemente meu nariz e então sai saiu do carro me fazendo sair logo atras.

- Qual é a surpresa? - perguntei enquanto caminhávamos para dentro de casa.

- Não será mais surpresa se eu contar - falou rodeando minha cintura.

Entramos em casa e Justin me conduziu ate a escada. Olhei em volta querendo perceber alguma diferença, mas pelo visto minha surpresa nao estava ali.

- Me diz logo, sabe que sou curiosa! - reclamei.

- Você ja vai enten...

- Chuck, devolve a minha bailarina! - ouvi o berro de Alice vindo de seu quarto e meu peito acelerou.

Eles estavam em casa, meus filhos estavam em casa.

- Filha da puta... - Justin resmungou.

- Essa era minha surpresa? - perguntei contente.

- Alice nao sabe se comportar como uma surpresa. - falou dando de ombros e eu ri da sua cara correndo ate o quarto.

- Mamae! - ambos gritaram quando me viram e senti meu coração se acalmar com aqueles abraços.

- Meus anjinhos, que saudades. - falei emocionada.

Me levantei do chao e olhei para trás vendo Justin encostado na porta analisando a cena.

- Eu pensei que eles so chegariam amanha!

- E iam, mas eu pedi pra minha mae trazer eles hoje. Queria que voce chegasse em casa e visse sua familia. - falou com um sorriso torto enquanto os pequenos voltavam a brincar.

Me arrastei ate Justin com o coração acelerado. Onde ele escondia esse homem tao carinhoso? Ele nao tinha ideia do quanto me deixava mais nas nuvens quando agia assim. Olhei em seus olhos rodeando sua nuca e suas mãos foram ate minha cintura.

- Obrigada. - sussurrei.

- Nao estou fazendo nenhum favor. Ate eu já estava com saudade desses capetinhas. - falou me fazendo rir e nossos lábios se juntaram em um beijo calmo que foi separado assim que ouvimos a voz raivosa de Chuck.

- Por que sempre tem que ter beijo? - perguntou e nos viramos pra ele vendo seus braços cruzados.

- Porque papai e mamãe se beijam, meu amor. - expliquei sendo rodeada por trás pelos braços de Justin.

- Eu nao gosto de beijo. - falou ainda chateado.

- Ih, qual é, garoto? Vai me decepcionar assim? Voce nao sabe o quanto de garota vai querer te beijar daqui a alguns anos so por voce ser meu filho. - falou e eu ri debochada.

- Justin, ate la voce ta velho e brocha nao sera referencia. - falei rindo recebendo sua cara de mongol debochando do que eu havia falado.

- O que é brocha? - Alice quis saber.

- É uma coisa que nunca acontecera nessa aqui entao ninguem precisa entender o que é. - falou irritado e os dois olharam pra gente sem entender enquanto eu me acabava de rir.

- Dona Lorena? A senhora voltou? - perguntou Emma entrando no quarto com um semblante feliz.

- Sim, estou de volta. - falei indo ate ela para abraca-la.

- Ate que enfim, ne Emma? - Justin implicou. - Não aguentava mais voce chorando pela casa achando íamos nos separar. - concluiu e eu ri.

- Ih, relaxa, Emma! - falei tocando seu ombro. - Voce acha que esse mané vive sem mim? - perguntei fazendo-a rir.

- E nem a senhora sem ele, ne, dona Lorena? - disse fazendo a alegria do Justin.

- É, tudo bem. Ele que paga o seu salario! - dei de ombros. - Voce tem que defender ele mesmo. - falei fazendo-a rir. - Mas agora ta na hora dessos pirralhinhos dormirem. - falei me virando para eles.

- Ah, mamãe! - ouvi o coro de reprovação.

- Vamos, vamos! Todos pra cama que a Emma vai contar uma historia. - falei batendo palma e os dois correram para debaixo do edredom.

Justin saiu do quarto para fazer alguma coisa e fiquei la vendo Emma ajeita-los.

- Mamae, - Chuck disse com a voz serena. - eu quero um irmaozinho.

- E a Alice?

- A Alice nao é menino, nao sabe brincar de bola. - falou emburrado e Emma me olhou esperando a resposta.

- Filho, mais um bebe nao esta nos meus planos. - falei mordendo o lábio.

- O que é plano? - Alice perguntou.

- É quando voce pensa muito numa coisa antes de fazer. - respondi da forma mais simples.

- Voce pensou muito na gente antes de fazer a gente? - Chuck perguntou todo espertinho.

- Nao, voces foram surpresas. Mas depois que eu soube que ia ter voces, eu pensei em voces dois todos os dias da minha vida.

- Entao voce pode me dar um irmaozinho sem plano. - concluiu certamente sem entender o que estava falando e eu ri.

- Eu posso pensar nisso, tudo bem pra voce? - perguntei ainda rindo e ele assentiu.

Dei um beijo na testa de cada um e apaguei a luz deixando o abajur que ficava entre a cama dos dois aceso. Sai do quarto e ja podia ouvir Emma começar a contar a historia.

Coloquei uma mao na nuca e estalei o pescoço enquanto caminhava ate o quarto. Eu estava cansada demais e so tinha olhos para aquela linda cama de casal a minha frente. Ouvi a ducha ligada e Justin cantarolando feliz uma musica que nao identifiquei. Sentei na cama tirando os meus sapatos e andei sorrateira ate o banheiro. Me escorei na porta com um sorriso bobo enquanto via seu corpo por entre a porta de vidro embaçada.

- Adoro quando voce fica com esse sorriso bobo enquanto esta olhando pra mim. - falou convencido me fazendo voltar ao normal.

- Ih, se enxerga. - falei me movimentando ate o lavatorio. - Apenas me perdi em alguns pensamentos. - conclui começando a colocar o creme dental na pasta.

- Que pensamentos? - perguntou fechando o registro e o olhei pelo espelho.

- Charles disse que quer um irmaozinho. - falei e em seguida comecei a escovar os dentes.

Nao era exatamente nisso que eu estava pensando, mas valia a pena nao me entregar por completo. Justin sorriu com a minha resposta enquanto enrolava uma toalha na cintura.

- E voce quer? - perguntou parando atras de mim e por breves segundos nos olhamos enquanto ele esperava uma resposta.

Cuspi o resto da pasta em minha boca voltando a fita-lo.

- Eu nao dou conta nem deles. Voce ja tem muito filho, nao cansa? - perguntei guardando a escova e observando ele voltar pro quarto.

- Nao sei, eu gosto de bebes. Chuck e Alice ja estao com 3 anos. Daqui a pouco estao fumando, fazendo tatuagem, dizendo "minha vida é uma merda" e fugindo de casa. - falou dramático vestindo uma boxer e eu ri negando com a cabeça pelo seu exagero.

- E se fugirem de casa voce me culpara pra sempre. - impliquei.

- Claro, voce tera influencia pesada nisso.

- Nao me arrependo de ter fugido de casa. Olha onde eu vim parar. - falei levantando um pouco os braços como se mostrasse o lugar.

- Que bom que o destino colocou um cara bonzinho no seu caminho pra te levar pra casa dele. - disse debochado se aproximando e segurou minha cintura fazendo minha barriga gelar.

- E se eu nao estivesse aqui agora? E se eu nao tivesse entrado na sua vida?

- Provavelmente eu estaria casado com a Alana sob a mira de um lindo revólver.

- Infeliz.

- Sim, completamente infeliz. - falou juntando nossas testas. - E voce? Estaria com o Chaz?

- Nao! - gargalhei me apressando em responder. - Talvez perdida sem rumo, criando forças para enfrentar a vida e fazer minhas escolhas mas sempre sendo vetada pelos meus pais.

- Percebe que um precisa do outro pra ser feliz? - sussurrou unindo nossos lábios devagar.

- Isso já nao é segredo pra mim. - dei de ombros e nossos olhos se focavam tao intensamente que parecia que podia ser seus pensamentos.

- Eu te amo, apesar disso soar tao insuficiente quando falo pra voce.

- Mas o que pode existir mais forte que o amor? - perguntei confusa.

- Eu e você. - sua voz rouca invadiu meus ouvidos e suas mãos seguraram meu rosto.

Sorri sem graça sentindo meu corpo se arrepiar. Ganhar na loteria deve ser mais fácil do que encontrar um homem assim. Eu me sentia completa, escolhida a dedo para ser feliz.

- Voce realmente existe? - perguntei apaixonada abraçando sua nuca.

- É, pro desespero dos que me odeiam, ate agora ninguem conseguiu me eliminar do mapa. - falou convencido com as mãos em minhas costas e nossos corpos grudados.

- E nem vao. Parece um sonho viver em paz com voce.

- Um dia foi sonho, hoje é nossa realidade. - falou sereno e juntou nossos lábios mais uma vez em um beijo calmo.

Nossas línguas se encontraram e meu corpo reagiu. Como dois mundos em choque, parecia que meu corpo conseguia reagir involuntariamente so de sentir o corpo de Justin. Ele me conduziu ate a cama e senti a textura fofa do colchao enquanto ela subia em cima de mim. Seus beijos caminhavam por entre meu pescoço e mandinbula enquanto eu deslizava levemente minhas unhas em suas costas desnudas.

- Quero te dar algo de especial. - sussurrou em meu ouvido e eu me apaixonei. - Sempre penso em fazer algo diferente, mas quando me encontro nesse estado com voce, eu so penso numa coisa: te foder. - falou e eu ri.

- O que voce gostaria de fazer diferente?

- Sei la. O que voce gostaria que eu fizesse? - perguntou beijando minha bochecha.

- Massagem. - falei cansada com um sorriso frouxo.

- Nao fode, Lorena. Nao vou fazer massagem em voce com o pau duro.

- Entao. - comecei a falar por entre a risada. - Nao faca nada. Eu amo tudo que voce faz e essa insegurança nao combina com Justin Bieber.

- Nao é insegurança. So quero alcançar todos os seus limites, quero ser o ápice de tudo que acontece na sua vida. Quero preencher cada lacuna, cada espaço.

- Justin, voce é o melhor, nao tem mistério. Eu so estive na cama com o Ryan e com o Chaz. Voce acha mesmo que eles sao melhores que voce?

- Pra falar a verdade, nao. - falou com um sorriso convencido voltando a beijar meu pescoço.

Suas mãos fortes começaram a apalpar meu corpo. Podia sentir meu corpo completamente entregue e relaxado. Justin rendeu minhas roupas beijando cada parte do meu corpo que ficava amostra e me analisava como se eu fosse algo misterioso que ele nunca havia tocado. Nossos olhos se cruzaram rapidamente e ele deitou o corpo sobre o meu ja completamente nu. Sua boca foi diretamente ao meu seio esquerdo e eu acarinhei seus cabelos assim que ele tomou o bico pra ele. Fechei meus olhos sentindo minha vagina implorar por um contato rapidamente. Com a mao desocupada, peguei o lençol em minhas mãos descontando a tensão de sentir o prazer e nao ser preenchida enquanto ele trocava de seio. Suas mais seguravam minha cintura arrepiando cada pelo do meu corpo.

- Chega, eu ja entendi que voce sabe me torturar. - falei com dificuldade e ouvi o som do seu riso abafado.

- Diz que voce quer. - falou levantando a cabeça pra me olhar.

- É óbvio que eu quero. - falei impaciente.

- Eu quero ouvir as palavras. - insistiu me fazendo soltar todo o ar em meu pulmão.

Justin segurou a base de seu penis e começou a roçar em minha entrada me levando ao frenesi em segundos.

- Nao faz isso. - falei com a respiração cortada enquanto fechava os olhos.

- Vamos, diga. - falou e senti que ele estava louco para começar a fazer aquilo.

Empurrei seu corpo fazendo-o deitar na cama e subi em cima dele rapidamente preenchendo aquele espaço que era so dele. Justin gemer surpreso, mas sem forças para voltar a me dominar. Comecei a cavalgar sobre suas pernas sentindo seu penis tocar o mais fundo que podia e a sensação de explosão ia caminhando lentamente pela minha vagina me deixando louco. Ele segurava minha cintura condunzindo os movimentos e eu amava o jeito que sua boca abria e fechava durante todo o ato. Seus olhos fechados e sua cabeça que tombava para tras toda vez que ele sentia alguma coisa boa demais eram coisas que aumentavam certamente o meu tesão. Deixei os gemidos saírem livres de minha boca e ja sentia meu corpo suado e cansado quando Justin me deitou outra vez voltando a me preencher. Ele ia ao seu ritmo, horas forte, horas lento. Parecia querer prolongar a sensação gostosa. Gemidos ao pe do ouvido era algo que o deixava sem fôlego, e pela nossa posição, minha boca estava próxima a sua orelha enquanto ele afundava sua boca em meu pescoço soltando suas arfadas.

- Goza comigo. - pediu ofegante e meu corpo se eletrizou pronto para cumprir a ordem.

O ápice veio elevando cada sensação do meu corpo. A voz presa na garganta, os corações acelerados, o liquido de Justin sendo jorrado dentro de mim, seu gemido ao meu ouvido... fechei os olhos e apenas peguei para mim cada segundo daquele instante. Justin me entocou por mais ainda segundos ate tombar seu corpo ao meu lado e se manter de barriga pra cima com a respiração ofegante.

- Agora que eu tenho tempo de sobra, eu vou fuder com voce cada merda de segundo do meu dia. - falou me fazendo sorrir cansada.

Seus braços rodearam minha barriga e sentia o suor colando meu cabelo em meu corpo.

Decidimos tomar um banho rápido e voltamos pra cama. Ja com meu pijama, deitei sentindo frio me cobrindo com o edredom enquanto ele vestia a mesma boxer. Fechei meus olhos sentindo o cansaço me levar para o mundo dos sono, mas ainda pude sentir o peso do seu corpo preenchendo meu lado da cama, seus braços rodeando o meu corpo e seu "boa noite" por entre um suspiro cansado ao pe do ouvido.

***

Me levantei deixando Justin estirado na cama. Pela respiração pesada, ele nao acordaria nem tao cedo. Tomei um banho vestindo uma roupa e sai do quarto pronta pra levar as crianças para a escola.

- Bom dia, dona Lorena. - Emma, que passava pelo corredor assim que abri a porta, me cumprimentou.

- Bom dia! As crianças estão tomando café?

- Nao, ja foram pra escola. - disse tímida. - Eu percebi que a senhora nao ia se levantar e pedi que o motorista levasse eles para que nao perdessem a hora. Me desculpa.

- Nao. - falei surpresa. - Nao tem do que se desculpar. Eu realmente perdi a hora. Eu estava mais cansada do que imaginei. Bom, - falei soltando um suspiro. - vou busca-los mais tarde, não tem problema. - falei e ela assentiu seguindo seu caminho e eu desci ate a cozinha.

Tomei um café da manha rápido e sai para o jardim pra tomar ar fresco quando percebi o carro de Kimberly cruzando o portão. Logo ela o estacionou e soltou com Cindy de dentro dele.

- Não foi a escola hoje, pequena? - perguntei quando ela se aproximou.

- Eu tava muito cansada da viagem, tia Lorena! - explicou manhosa e eu ri.

- Entao vai la em cima acordar o seu pai que ja ta na hora! - falei animando a criança que saiu correndo.

Kimberly se aproximou segurando as chaves do carro na mao com um sorriso que era raro em seu rosto.

- Parece que alguem esta de bom humor. - falei admirada.

- E garanto que é por tempo indeterminado. Nada paga o sentimento de saber que sua filha não corre mais perigo.

- Mas isso tambem tem a ver com aquele bonitao que vimos na festa do Justin, nao tem? - falei deixando-a sem graça.

- Pode ser. - deu de ombros fingindo mal. - Mas nao sou do tipo que depositada a minha felicidade em cima de ninguem. Homens sao indecifraveis e imprevisiveis. Voce nao pode apenas seguir os passos deles como se fosse a coisa certa a fazer, ate porque muitas vezes eles nem sabem pra onde estao indo. - falou me fazendo rir.

- Precisa sempre ser tao robótica em suas palavrras?

- Com gente fuxiqueira, sim. - falou implicante.

- Eita, eu so queria saber mais do cavalheiro que domou o coração do dragão. - rebati na implicância amigável a fazendo rir.

- E sobre o dragão que voce considera príncipe? Como ele esta?

- Bem. Tivemos uma briga, mas agora estamos bem.

- Tiveram uma briga? Voce acha que isso pode ser dito como novidade? - perguntou e começamos a entrar na casa.

Cruzamos a porta e avestei Justin no alto na escada descendo com Cindy em seu colo.

- Belo despertador. - resmungou vindo em nossa direção e nos duas rimos.

Justin tirou a manhã pra brincar com Alice e por incrível que pareça eu e Kimberly ficamos conversando a beira da piscina enquanto via os dois brincando na piscina. Apesar de orgulhosa e de nunca dar o braço a torcer, estava na cara que ela estava apaixonada e feliz com toda a sua situação. Ficamos enrolando ate que deu a hora de ir buscar as crianças. Justin saiu da piscina e levou Cindy pra almoçar enquanto eu ia buscar as crianças.

Parei o carro em frente a escola e podia notar a movimentação dos pais buscando os seus filhos. Sai do carro fechando a porta e me aproximei da professora das crianças que ia liberando um por um.

- Pois não? - ela sorriu simpática.

- Eu sou Lorena Bieber. Vim buscar Charles e Alice.

- Olha, senhora Lorena, creio que o seu marido não tenha te avisado, mas o motorista ja veio buscar eles. - disse confusa.

- Motorista? Que motorista? Eu sai de casa e nosso motorista estava la. - falei me desesperando. - Eu tenho certeza que voce esta enganada, meus filhos estão ai dentro. - falei ameaçando entrar quanto ela me segurou calmamente.

- Senhora Bieber, me perdoa, mas o mesmo carro preto que vem buscar eles todo dia veio buscar eles hoje. Não ha engano. - falou fazendo minha mente se apagar.

- Nao! Nao, nao, nao. O nosso motorista nao saiu de casa, eu vim buscar meus filhos! Eu! Você entregou meus filhos a uma pessoa desconhecida? É isso? - gritei completamente fora de mim e notei algumas mães puxando seus filhos.

- Senhora, se acalme. Vamos entrar, vamos descobrir o que aconteceu. Houve algum engano, mas eles acabaram de sair daqui. - falou completamente perdida.

Meu coração se agitou. As lágrimas tocaram meus olhos. O tremor passeava pelo meu corpo completamente livre. Eu mal conseguia mexer minhas pernas. Meus filhos! Meus pequenos! Alguem havia levado os meus pequenos. Eu tinha certeza que nosso motorista estava em casa quando eu sai. Aquilo nao havia acabado. O pesadelo havia voltado a sua forma original e havia começado a me tirar a realidade. Me afastei completamente aérea, sem me focar nas vozes preocupadas ao meu redor. Eu so precisa deles. Corri para onde meu carro estava parado e olhei para todas as direções vendo as imagens confusas e minhas mente. Peguei o celular em minha bolsa tentando processar os pensamentos. Nao valia a pena envolver desconhecidos nisso. No fundo eu sabia que aquilo não era um simples engano. Alguem ainda estava atras da nossas familia. Disquei o numero de Justin sem ao menos prestar atencao no que eu fazia. Havia um grito em minha garganta louco para encontrar o mundo exterior ao meu corpo. Minhas lagrimas ja rolaram e sentia meu rosto completamente gelado sem a circulação do sangue. Agora eu tinha a certeza que o jogo nao havia acabado.

- Alo. - ouvi sua voz serena do outro lado da linha.

Engoli a saliva limpando a garganta e me silenciei por breves segundo fechando os olhos e deixando escorrer as lagrimas. Abri meus olhos outra vez e falei com o resto de força que me restava.

- Levaram nossos filhos.

 

IMPORTANTE: Infelizmente o site não está me deixando colocar a caixinha de comentário, nem aquela antiga nem a do facebook :(

então peço que vocês elogiem, critiquem, comentem, me xingue e digam como sempre

"CLARA PQ VC PAROU NA MELHOR PARTE?" sdhudhsadhadhuuh pelo meu twitter @itsmeclarag

Gosto desse retorno haha

não preciso lembrar que agora faltam 3 capítulos pro fim e, como já foi avisado no twitter @_destinooculto, o ultimo capitulo ja tem data.

Confiram: https://twitter.com/_destinooculto/status/323501036406980608

outra noticia é que em breve Destino Oculto será traduzido para o Ingles! Se eu to orgulhosa? Demais hahahaa

Já deixei o link aqui no site, http://destino-oculto.webnode.com/vers%C3%A3o-em-ingl%C3%AAs-%28em-breve%29/

Obrigada de coração a todos os elogios, leitoras de todo canto do Brasil, de Portugal, França e agora até do Canadá *-* obrigada de vdd, isso me enche de alegria!

Beijos, Clara!