A Última Despedida

POV Lorena
Estava tão nervosa que mal conseguia pensar no que fazia. Havia deixado a carta em cima da cama com o coração completamente amassado em meu peito. Minha visão embaçava por causa lágrimas, mas eu tentava fazer o mínimo de barulho possivel. Peguei meu celular para que Justin não verificasse a última chamada e desci as escadas percebendo a sala estava vazia. Todos ja tinham ido dormir. Passei pela sala vendo o escritório com a porta entreaberta e lentamente caminhei até lá. Parei na porta vendo Justin dormindo no sofá e meu peito apertou. Reprimi os lábios sentindo minha pele fria se arrepiar. Havia um grito querendo escapar da minha garganta. Esse era o ultimo adeus que eu podia lhe dar e ele nem ao menos estava com os olhos abertos para me ver pela última vez. Minha morte ja era algo certo em minha cabeça. Eu o deixaria para manter meus filhos sãos e salvos ao lado do melhor homem que eu já conheci na vida. Mordi o lábio querendo me aproximar e abraçar seu corpo, sentir seu cheiro, sentir seu toque e seus lábios pela ultima vez, mas não podia. Proferi um "eu te amo" inaudível por um suspiro em meio as lágrimas e os lábios secos. Dessa vez eu não estava partindo na esperança de um dia voltar. Nao havia chances disso ser resolvido ou consertado. De todas as vezes, essa seria indiscutivelmente a última despedida. Meus olhos ainda estavam viciados em olhar para ele e nem mesmo com muita força de vontade eu pude parar de encara-lo naquela momento, mas eu tinha que ir. Eu tinha que salvar meus filhos e isso seria impossível caso ele acordasse. Fechei meus olhos com força, não querendo mais enxergar seu corpo e me virei voltando pra sala. Avistei a bolsa da Pattie esquecida em cima do sofá e nao pensei duas vezes antes de vasculhar ate achar a chave do seu carro. Peguei o objeto em minhas mãos e mesmo sem correr, já me encontrava ofegante. A tensão caminhava brincando em meu corpo. Fui para a parte de tras da casa enquanto deixava meu coração naquele lugar. Nao quis pensar muito e comecei a traçar rotas mentais para fugir daqueles pensamentos que me fariam desistir. Torci em silencio para que tudo que um dia ouvi sobre a morte fosse de fato verdade. Eu queria ter a chance de continuar vivendo ao lado dele em espirito mesmo que ele nao pudesse me enxergar mais. Entrei no carro e nem ali trancada no veículo eu me sentia protegida. Liguei o motor contornando a casa e fui em direçao ao portao enquanto a respiracao saía cortada. Sem pestanejar ou pedir informacoes, os seguranças liberaram o caminho certamente imaginando que eu era a Pattie. Assim, ja do lado de fora da mansao, nada mais me mantinha longe ou presa do que eu estava prestes a fazer. Eu conheceria tudo que eu tinha mais medo nessa vida: ficar sem meus filhos, sem Justin e morrer. Caminho para a morte com a certeza de que nao terei chances alguma para me manter viva, mas no lugar de uma vida deixo duas: meus filhos.
Meu corpo inteiro tremia e com certeza nao tinha nada a ver com aquela noite de inverno em Atlanta. Meu coração estava vazio e duro feito mármore enquanto eu tentava me convencer que estava sendo corajosa o suficiente. Por fora e com minhas atitudes, eu poderia ate ser observada como corajosa, mas dentro de mim havia uma criança com medo e completamente perdida. Comecei a me sentir enjoada enquanto tentava secar as lágrimas. O estômago revirava e sentia uma imensa vontade de vomitar quando parei o carro rapidamente abrindo a porta e curvando meu corpo para o lado de fora. Despejei tudo ali me sentindo completamente pequena, desprotegida e sozinha. Limpei o canto na boca encostando o corpo no escosto do banco quando as lágrimas escorreram. Respirei fundo. Eu não podia desistir. Abri meus olhos e o coração parou por alguns segundos quando observei aquele aviso: "Quilometro 84" a placa me mostrou arrancando toda a saliva da minha boca. Fechei a porta do carro e liguei o motor mais uma vez. Eu estava próximo, eu estava há um quilômetro de deixar a minha vida toda para trás e encontrar meus filhos. Meu corpo inteiro exalava dor e dormencia. E antes de pensar em desistir, eu pensava em meus filhos para poder seguir em frente enquanto secava cada misera lágrima que insistia em cair. Mesmo com a visão embaçada pelos olhos marejados, avistei um carro atravessado no meio da pista após alguns minutos dirigindo. Estacionei e meu peito subia e descia rapidamente com a violência da minha respiração. Meus filhos estavam ali, eu podia sentir isso, eu tinha certeza que eles estavam ali. Sai do carro vendo que havia um homem encostado no capô do carro e me desesperei quando vi Lara Alice e Charles sentados no banco de trás. Corri com o vento gelado chicoteando minha pele e o desespero de pega-los dominou meu corpo, mas antes que eu pudesse alcança-los, dois homens se aproximaram me segurando.
- Me deixem ver meus filhos, por favor. Apenas um abraço. - implorei em lágrimas sentindo a dor virar uma gigante bola de neve dentro de mim.
- Vamos, nao temos tempo. O chefe está esperando - o cara encostado no capô disse mostrando desdem enquanto abria a porta de tras. 
Com brutalidade, ele colocou os dois pra fora que tentaram correr ate a mim, mas foram impedidos.
- Mamae! - o choro alto de Alice feriu e esmagou meu coração.
O homem pegou-os no colo enquanto eu tentava me debater para me soltar. Nao tirei os olhos deles por um segundo, nao havia como. Nao queria ver aquela cena, mas tambem tinha certeza que seria a ultima cena deles em minha vida.
- Mamae! - ouvi a voz do Charles em um grito de socorro me deixando em transe enquanto o homem os colocava dentro do carro da Pattie sem ao menos se importar com aquela cena. Sem ao menos se importar que eram duas crianças. As minhas crianças. 
- Por favor... - pedi por entre um suspiro enquanto sentia minhas pernas bambearem e as quatro mãos me seguravam pelos braços fortemente.
Charles e Alice foram trancados no carro que eu vim enquanto sentia meu mundo se acabar ali. Nao conseguia nao encarar seus rostos. Eles choravam, mesmo que eu nao pudesse mais ouvi-los, eu sabia que eles estavam chorando. Era desesperador. Minha visão ficou turva e me senti um lixo. Eu nao tinha força alguma para impedir aquilo. Aquela cena me causava mais dor do que ódio, mas sabia que seria questão de minutos ate Justin encontra-los vivo. Ele leria a minha carta e viria salvar o que havia restado de mim e de nós: nossos filhos.
- Vamos. - o homem que havia os colocado dentro do carro disse aos dois que me seguravam.
Senti a algema prendendo meu braço e meus olhos ainda estavam em meus filhos. Era a ultima cena dos dois, a ultima lembrança e o ultimo registro antes do meu cérebro apagasse pra sempre. Um tecido preto foi colocado em meu rosto me tirando a visão dos meus filhos. A dor se alastrava. Eles mereciam que eu morresse por eles, sem dúvidas. Fui jogada no branco de trás e os dois homens ocuparam cada um um lado meu. Como reagir quando se sabe que vai morrer? Como eu poderia reagir quando sei que nunca mais verei meus filhos? Como voce reagiria se soubesse que nunca mais verá o sorriso do homem que te fez conhecer a vida... e a morte.

 

POV Justin
Não conseguia raciocinar. Aquela carta parecia queimar minhas maos enquanto eu a segurava. Meu corpo inteiro havia entrado em tensão. Minha boca ficou seca e o ar me faltou por alguns segundos. Eu deveria estar pagando todos os meus pecados. Com certeza existia vida após a morte, pois tudo que estava caindo sobre mim nao era apenas divida dessa vida. Meu corpo ficou rígido e sentia o sangue correr vulneravel em minhas veias. Aquilo era uma carta de despedida, sem duvidas. Amassei o papel em minhas mãos e enrijeci o maxilar. Mil perguntas rodearam minha cabeça, mas havia um breu me impedindo de pensar em qualquer coisa. Sem meus filhos, sem Lorena... sem vida. Sai do quarto batendo a porta completamente desnorteado pegando o celular em meu bolso e apertando rapidamente o numero do Ryan ja que havia sido o ultimo numero que liguei. Por um lado sentia uma raiva completamente fora de serio ao imaginar que eu nunca saberia ao certo o quao imprudente Lorena podia ser ao fazer uma coisa dessas e eu já estava cansado de me surpreender com as atitudes dela, mas a outra parte de mim ja sentia meu peito pesar so de imaginar o que ela estaria fazendo e por qual motivo ela estaria fazendo. Desci as escadas cambaleando, sem força, sem noção, sem qualquer vinculo com a realidade. Se isso tudo for um pesadelo, essa seria a hora perfeita para acordar. Eu nao aguentava mais suportar todos aqueles sentimentos dentro de mim. Preocupação, raiva, desespero. Me mostre um homem que saiba lidar racionalmente com tudo isso. Apenas me mostre.  Fui ate o escritório pegando a arma da gaveta e colocando na cintura enquanto o telefone ainda chamava.
- Alô? - Ryan falou em meu ouvido e a realidade foi sugada para dentro do meu cérebro me fazendo cair na real enquanto eu saía do escritório.
- A Lorena... - falei sem saber como concluir o resto. O que de fato estava acontecendo diante os meus olhos?
- O que tem a Lorena, Justin? - ele se exaltou enquanto eu saia de casa avistando o carro que estacionei.
- Ela fugiu. - falei limpando a garganta.
- O que? - ele gritou desacreditado e caminhei com pressa ate o portão onde os seguranças estavam parados.
- Ela deixou uma carta. Uma merda de uma carta se despedindo.
- Puta que pariu... - resmungou. - Por que ninguem nessa casa segurou essa mulher? Todo mundo sabe que ela está completamente fora da lucidez. 
- Eu não sei, eu não sei o que está acontecendo, mas me encontra no Quilometro 85, na estrada ao Sul. Ela me deixou esse endereço. - falei agora perto dos homens que me encaravam sem entender.
- Mete o pe pro Quilometro 85, Kimberly. - ouvi ele dando as instruções antes de desligar o celular.
Continuei encarando os seguranças que demonstravam medo ao mandar de volta seus olhares pra mim. Nao precisava nem dizer que eu estava puto, minha expressão dizia tudo.
- Nao vou perguntar quem deixou a Lorena sair. - dei de ombros e eles estremeceram. - Mas rezem pra eu encontrar ela viva. - finalizei entredentes.
- Senhor, o carro da Lorena nao passou aqui. O único carro que passou depois que voce chegou foi o da sua mae indo embora. - um deles se explicou sem me fitar nos olhos.
- É mesmo? - dei um passo a frente tirando a arma da cintura e engatilhando sem mirar na direção deles, mas só aquele ato já fez todos se colocarem eretos em respeito. - Voce tem certeza que era minha mae dentro do carro? Porque acho que ouvi ela me dizer que ia dormir essa noite aqui. Posso estar enganado. - falei com deboche e ele me olhou estremecendo. - Mas voce acha que me engano? - perguntei com deboche enquanto brincava com a arma em minhas mãos.
- Nao, senhor. - disse voltando a olhar pro chao. 
Encarei os outros dois idiotas ao seu lado por segundos e guardei a arma em minha cintura sustentando a fisionomia seria. 
- Se eu nao achar ela, se escondam bem para que eu nao ache voces. - cuspi as palavras vendo os tres babacas morrerem de medo e voltei em direção ao carro.
O chao faltava sobre os seus pés, parecia que a próxima respiração que eu desse poderia ser a ultima, mas não era hora pra se desesperar. Minha cabeça nao parava, meu corpo se enrijecia e eu espremia meus dedos enquanto fechava o pulso. O ódio bebeu meu sangue e começou a caminhar livremente pelo meu corpo me deixando em completa adrenalina. Eu estava perdendo aquele jogo, mas estava preparado pra virar a mesa. Entrei no carro batendo a porta e pisei no acelerador fazendo um barulho alto enquanto via o portão sendo aberto pra mim. Passei voando pela guarita e peguei a estrada sentindo minhas mãos suarem no volante. Um calor abraçou meu corpo me deixando mais nervoso. Me foquei na pista e enquanto martelava o endereço em meu pensamento. Quilometro 85, me traga alguns centímetros de esperança.

 

POV Lorena
Eu nao conseguia parar de chorar enquanto as lembranças rodeavam feito carrossel em minha cabeça. Eram as únicas coisas as quais eu podia me apegar. Depois de aproximadamente uma hora senti o carro estacionar e meu coração parou junto. Eu parecia estar ja morta, pois sentia a dormencia que invadia meu cérebro e meu corpo. A porta foi aberta e senti apenas uma pessoa me tirando com força do banco de trás enquanto meu rosto permanecia coberto. Nao podia enxergar nada e mal conseguia andar. Fui praticamente arrastada pelo homem que me levava. Eu respirava alto como se estivesse cansada, mas era apenas meu coração acelerado me deixando sem ar. Nao conseguia gritar, nao conseguia pedir ajuda, pois sabia que ninguem iria me ouvir. Fui empurrada no chao e cai de costas ainda com a visão tampada e as mãos algemadas. Nao tinha a menor noção de onde estava e so podia sentir o cheiro de madeira velha e mofo.
- Voce me rendeu 150 mil pratas, gracinha. - o homem disse levantando o tecido do meu rosto e a pouca claridade do lugar feriu meus olhos desacostumados com a luz.
Desse jeito, pude enxergar que quem havia me levado ate aquele lugar que parecia um depósito abandonado havia sido o mesmo homem que levou meus filhos ate o carro. Ele sorria para mim e eu me sentia enojada. Seus dentes grandes e amarelos me causavam repulsa enquanto eu analisava sua testa escorrer suor.
- 150 mil pra ir pegar uma vagabunda dessa. - ele repetiu segurando meu queixo com força. - O chefe deve gostar muito de voce.
Nolan. Eu ainda nao havia parado pra pensar o porque dele estar fazendo aquilo tudo, mas nessa vida louca a primeira que pude entender é que nao se deve confiar em ninguem. Qualquer um, por mais absurdo que possa parecer pode ser aquele que irá te colocar em risco, que irá te dar um abraço que pode vir acompanhado de uma facada nas costas. Olhei aquele homem e nao conseguia pedir piedade, implorar por alguma coisa. Ele me olhava feito um objeto, como se no fundo eu nao tivesse sentimentos. Nao era exatamente medo que passeava em meu corpo. Eu estava me sentindo completamente sem reação. O homem que havia se aproximado de mim se levantou se afastando ainda com um sorriso malicioso nos lábios.
- Uma pena que ele queira te matar, doçura. Voce é bonita demais para ser desperdiçada. - disse com sua voz pesada e senti repulsa.
Ouvimos o barulho de um carro se aproximando e estacionando. A tensão ja estava empregnada naquele ambiente. Pela fisionomia do cara, Nolan havia chegado e isso fez com que eu me arrepiasse. O homem se pôs ereto e se ajeitou como se se arrumasse e eu respirava fortemente sentada em cima das minhas proprias pernas e ainda com as mãos algemadas. Passos foram ouvidos e o homem parou perto da porta que foi aberta calmamente. Mesmo a pouca luz aqueles olhos negros vieram ate aos meus. Reprimi os lábios em ódio e dor. Eu estava sob torpor, mas encarar Nolan reacendeu todo o desprezo e raiva que um dia eu pude sentir por alguem.
Ele parou na porta retribuindo o olhar e mil sentimentos se chocaram dentro de mim me tornando vulnerável e impulsiva. Enrijeci os lábios imaginando como meus filhos foram tratados todos esses dias. Nolan desviou o olhar calmamente e olhou serio para o cara sem dizer nada que se retirou. Quando já estavamos sozinhos, ele deu um passo pra frente e a porta atras dele se fechou. Tentava me levantar e ter minhas mãos livres, mas estava fraca demais. Ele andava ate a mim com uma expressão indecifravel. Era um diabo com face de anjo. Um perigo escondido. Eu nao sabia os seus motivos, mas pela primeira vez ela parecia realmente perigoso.
- Você é uma mae de verdade. - debochou e sua voz invadiu o ambiente aumentando meu ódio. - Todo esse tempo voce nao tem sido muito inteligente, como ter escolhido permanecer ao lado do Justin, por exemplo, mas ate que a sua ultima decisão foi bastante sensata. 
- Me poupe do seu elogio. - cuspi as palavras.
- Vamos, nao seja tao agressiva. - disse me puxando com força e me pondo de pe enquanto eu o olhava com desdem sentindo meu corpo ser partido ao meio. - Voce sempre foi tao espontânea, sempre falou o que pensava, sempre colocou a cara a tapa, sempre tomou decisões sem se importar com ninguém. Por que esse silencio? - sorriu ainda debochado enquanto tocava o meu rosto. - O gato comeu sua língua ou o medo comeu sua coragem? - perguntou tocando minha boca com  odedo indicador.
- Eu nao vou gastar palavras com voce. - falei entredentes e a voz saiu tremula.
- Assim voce me ofende. Eu te dei a chance de salvar seus filhos, nao é certo voce me tratar assim. - falou insistindo no deboche.
- Nao fale deles. Eles não tem culpa alguma. Eu nem sei ao menos o que você quer com tudo isso. - sussurrei com ódio sentindo o ódio deixar meu corpo quente.
- Eu sei o que é perder os pais, mas eu decidi fazer seus filhos terem uma experiência pior: conviver com um pai cheio de remorsos e arrependimentos. - sorriu satisfeito e uma lágrima quente escapou do meu olho. - Dizem que um homem apaixonado sempre será o que destruirá a nação. Se voce quer render um homem, nao precisa de muitos golpes se voce souber exatamente atingi-lo onde dói. Voce sabe que nao é surpresa que voce é o ponto fraco do Justin, mas a pergunta é: Voce sabe por que voce é o ponto fraco dele? - perguntou me dando breves segundos para responder, mas eu continuava quieta completamente rendida a dor que me consumia e deixando a visão embaçar pelas lágrimas. - Porque você faz ele se sentir menos ruim. Eu sei que na mente dele há todas as pessoas que ele matou pra poder salvar você, mas ele se convencia de que havia feito o certo quando olhava pro lado e via  que voce ainda estava com ele. Mas isso nunca diminuiu o fato dele ser um criminoso, um fora da lei, alguem que viverá pra sempre com medo de ser pego. Voce acha realmente que ele te ama? Voce apenas faz bem pro ego e pro currículo dele. - sorriu.
- Voce nao o conhece. - grunhi tremula.
- E parece que voce, mesmo o conhecendo bem, gostou de sentir a sensação de brincar com o fogo, nao? 
- Por que voce nao vai direto ao ponto e me mata de vez, nao é pra isso que voce mandou me trazerem ate aqui? Anda, Nolan! - gritei. - Acaba logo com isso.
- Calma, Lorena. - disse segurando fortemente meu queixo e passando seu nariz pela minha bochecha esquerda. - As crianças so dormem apos ouvir uma historia. - sussurou em meu ouvido.
- Nao estou nem um pouco interessanda em saber sobre a sua historia. - falei levantando minha coxa com toda força e acertando o meio das suas pernas em cheio.
Seu grito grave e alto preencheu o ambiente enquanto ele se curvava, mas seus olhos vermelhos em ódio vieram ate os meus me causando pânico. Seus movimentos foram rápido e apenas senti um soco forte deslocando meu maxilar e me fazendo cair completamente sem apoio no chao. 
- Nada inteligente querer medir forças com as mãos algemadas. - disse massageando seu penis por sua da calça enquanto meu rosto quente doía.
Levantei meu rosto quente vagarosamente e algumas mechas de cabelo estavam grudadas em meu rosto devido ao suor.
- Vamos! Levante! Voce agora é uma Bieber. Há valentia correndo solta em seu sangue. - gritou debochado e eu continuei na mesma posição pressionando meus olhos com força enquanto as lágrimas escorriam. Estava me sentindo completamente humilhada.
- Acaba logo com isso. - gemi sem forças sentindo minha dignidade escorrer para fora do meu corpo.
Seus passos rápidos vieram em minha direção e ele me levantou com brutalidade me puxando pelo cabelo e me impressou na parede enquanto me forçava a olhar para ele.
- Voce acha que vou acertar um tiro na sua testa e deixar tudo fácil? Voce esta enganada. - disse e senti suas mãos atras de mim abrindo minha algema.
Nao conseguia entender o que estava fazendo, mas ele me obrigou a andar ate o meio do local onde havia uma corda pendurada que parecia estar presa no ferro do teto. Nolan segurou minhas mãos pelo pulso com força erguendo-as para cima. Por mais que eu tentasse me debater e me soltar, meu corpo estava fraco e qualquer movimento meu parecia em vao. Ele amarrou meu pulso com força mantendo minhas maos pra cima e assim que se afastou seus olhos brilhando mostravam o quanto ele estava maravilhoda pelo feito. Olhei pra cima encarando meu pulso amarrado e comecei a tentar me soltar enquanto o desespero sufocava o meu peito.

- Isso está sendo mais divertido do que imaginei. - falou acendendo um cigarro no canto da boca.
- Voce é um doente! - gritei.
- Não é pra tanto, - deu de ombros soltando a fumaça na minha cara. - mas eu conheci um cara doente. Se me recordo bem, acho que o nome dele era Chaz Somers. - falou fingindo se lembrar.
- Voce... voce colocou aquela bomba nele! - falei começando a me recorda de cada palavra do Chaz. - Ele estava com voce! Voce o envenenou!
- Opa, estava indo bem, mas esse final nao é verdade. Ele estava cego por voce, apenas usei isso ao meu favor.
- Por que? Por que voce precisava do Chaz? - perguntei e ele sorriu de canto.
- Naquela festa eu vi como o Justin ficou quando tocaram no nome do Chaz. Ainda não era hora de agir, apesar da facilidade. Eu precisava conhecer a historia de vocês e conhecer o campo que eu ia atacar,Ali eu vi que havia alguma coisa que eu precisava saber. Depois daquela festa eu procurei o Chaz e te digo uma coisa... se teve algum homem que te amou de verdade, esse homem foi o Chaz. - disse fingindo admiração.
- Aquilo nao era amor, era desejo de posse.
- Ninguem curte ser abandonado no altar. Voce fugiu do príncipe pra casar com o vilão. Grande escolha! - debochou.
- Se o Chaz era tao bom assim na sua opinião, por que matou ele? Heim? Por que colocou aquela bomba nele?
- Por quê? - perguntou se aproximando e segurou meu rosto com delicadeza. - Porque ele nao gostou quando descobriu que a amada dele tambem ia sair machucada disso. Pobre Chaz, achou que o plano era pra eliminar o Justin. Ele apanhou tanto naquele dia que desmaiou. - lembrou rindo. - Ele queria fugir e explanar tudo, entao deixei que fugisse ao acordar, mas que fugisse com uma bomba prestes a explodir. Eu sabia que ele iria te procurar.Eu seria um homem feliz se ele tivesse conseguido explodir voce. Voces morreriam juntos ao menos. Se ele nao conseguiu te ter na Terra, quem sabe no inferno? - disse rindo torto acariciando meu rosto. - Mas Justin, sempre esperto, te achou. - sorriu debochado. - Mas tenho um grande desabafo para fazer, ele não te encontrará dessa vez. - disse fingindo tristeza.
Desviei meu rosto sentindo a realidade se esvair. Há 4 anos atras isso seria apenas um roteiro de um filme louco para mim, mas agora era a minha vida. Nao tinha forças para dizer nada. Aquilo tudo soava como se a culpa fosse minha e de fato era. As lágrimas escorriam enxarcando o meu rosto e eu simplesmente nao conseguia ouvir mais nada.
- Lorena, vamos por partes. - disse depois de um silencio. - Há coisas que voce precisa entender. - disse sinico.
- Eu ja disse que nao quero ouvir nada que voce tem a me dizer. Chega! Eu ja entendi o seu joguinho e eu ja pedi pra voce me matar de vez. - falei chorosa.
- Mas veja, olha como voce esta. Esta de mãos atadas e completamente sem saída. Voce ira me ouvir mesmo que nao queira. - falou e em seguida tragou o cigarro me fazendo forçar um riso.
- Entao voce me obrigou a vir pra ca porque precisava de alguem pra ouvir os seus problemas? Pra me mostrar o quanto voce é louco? Desculpa, Nolan, mas a sua vida fracassada nao é importante pra ninguem. - falei e ele fechou a cara tirando o cigarro da boca. 
Seus olhos se focaram nos meus enquanto ele demonstrava ódio e entao senti a quentura na pele por cima da minha costela e gritei por causa da ardencia. Sua boca se desmanchava em um sorriso. Ele havia encostado o cigarro em mim de propósito.
- Vamos fazer isso pra cada respostinha, combinado? Aproveita que hoje eu to bonzinho, mas as coisas podem mudar.
- O que voce quer tanto que eu saiba? Voce matou o Chaz a troco de nada. O que o Justin te fez? O que fizemos pra voce? Você assassinou nossa babá e a família dela, você matou a Charlie, você destruiu famílias, você enganou o Chaz dizendo que estávamos no Canadá para que ele colocasse fogo em nossa casa. - gritei fora de mim - Por qual motivo você acha que deve julgar o Justin?
- Eu tenho uma curiosidade. - pigarreou amassando a ponta do cigarro no chao como se me ignorasse. - Como voce conseguiu perdoar o Justin por ter matado o seu pai? - concluiu ainda debochado e eu me calei encarando meus próprios pés. Tocar naquele assunto nao era algo fácil pra mim. Ele continuou ao receber o meu silencio. - Ele matou o meu pai e simplesmente nao é algo que eu consigo perdoar. - deu de ombros despreocupado. - Jack, voce deve conhecer. 
- Voce esta vingando a morte do seu pai, é isso? Voce esta vingando a morte de um homem que deve ter tirado dezenas de vidas? O seu pai me sequestrou, o Justin só estava me defendendo. - falei desesperada lembrando do fato do inicio de tudo.
- E eu só estou defendendo o nome da minha familia! Eu voltei pra destruir a vida de quem destruíu a minha vida! - gritou fora de si.
- Entao culpe o seu pai! Ele escolheu a vida dele, ele escolheu a morte dele! - gritei recebendo um tapa forte na cara que me calou e fez minha bochecha ferver.
- Nenhum Bieber tem direito de abrir a boca e falar algo contra a minha familia. - gritou cuspindo as palavras. - Minha mae se suicidou meses depois que meu pai foi morto! Voce sabe o que é conviver com isso? - perguntou ainda gritando e abaixei mais a cabeça apertando os olhos. - Me responde, sua filha da puta! - insistiu puxando meu cabelo para que eu o olhasse.
- Voce esta me machucando... - falei deixando a voz sair modificada pelo choro.
- Isso não é nem metade do que quero fazer com você! Eu quero que voce me responda o que voce faria se sua mae se suicidasse porque o Justin matou o seu pai. Nada, nao é? Porque o que voce sente por ele é algo tao doentio que voce aceita calada o fato dele ter acertado um tiro na cara do seu pai e ainda ter sumido com o corpo. - gritou. - Voce se tornou igual a ele. 
- Eu sinto muito pela sua mae, mas voce nao sabe de nada. 
- Nao me interessa saber o que seu pai fez, quem seu pai foi ou deixou de ser. Voce quer aceitar esse fato como algo natural? Aceite. Mais saiba que isso te torna tao doente quanto o Justin. - gritou e me calei. 
Aquela posição ja estava fazendo meus braços doerem. Meus joelhos estavam fracos e eu sentia muita sede. 
- Voce permaneceu ao lado dele, assinando embaixo de cada coisa que ele fez, de cada vida que ele tirou. Sabe o que é ser mulher de verdade? Taina. A Taina nao sabia o que eu estava fazendo, mas ela viu que eu havia mudado e a primeira coisa que fez foi me abandonar. Essa é a atitude de uma mulher digna. 
- Ela nao te amava o suficiente pra te aceitar como voce é, ou melhor, se ela te amasse o sufiente ficaria pra entender o que estava acontecendo e quem sabe te impediria de cometer essa loucura.
- Uma mulher? Deixar de honrar o nome da minha familia por causa de uma mulher? A única mulher que foi merecedora do meu respeito eu enterrei ha 2 anos atras. - disse e notei como sua expressão mudava quando ele falava da mae. Ainda era ódio, mas a dor ficava muito mais aparente. - Eu quero que o Justin descubra o inferno que eu descobri. Eu quero que ele desça ao nível mais baixo de um ser humano. Eu quero que ele olhe aquelas crianças e se lembre que a mae delas esta morta por culpa dele. - gritou e meu choro veio a tona. 
Fechei meus olhos com forca pra impedir aqueles pensamentos mais ja era tarde demais. So de imaginar o sofrimento dele, meu peito ja ardia feito febre.
- Chega! - implorei aos prantos. - Pelo amor de Deus, acabe logo com isso.
- Bom, - falou me dando um leve susto. - Eu volto amanha pra saber se ainda esta viva.
- Não! - gritei. - Não prolongue isso, por favor.
- Quero conhecer os limites do ser humano e você será minha experiencia. Vamos ver como a morte caminha, como ela chega e de fato como ela se instala.  - disse achando graça.
- Aonde voce vai? - gritei desesperada. - Voce vai me deixar sozinha com eles? - perguntei ja temendo o pior.
- Eles vao ficar la fora. Voce ficara trancada aqui. Nao quero que voce use seu lindo charme em cima desses idiotas para conseguir vantagem. Sua morte sera lenta, Lorena e completamente natural. - sorriu ironico abrindo a porta. - Boa noite. - disse antes de fecha-la e ouvi a chave trancando a porta.
O silencio preencheu aquele lugar. Meus soluços queriam sair da minha garganta, mas eu estava tao fraca, tao distante, tao perdida que nem ao menos conseguia por pra fora. Eu nao queria permanecer acordada para que aqueles pensamentos nao voassem pela minha cabeça. Eu apenas podia torcer para que Justin um dia pudesse me perdoar por ter entrado na vida dele, ter bagunçado tudo e ainda ser obrigada a sair de sua vida deixando a bagunça pra ele arrumar sozinho. Mas eu morreria cem vezes no lugar dos meus filhos. Abaixei minha cabeça e meu pulso ardia enquanto a gravidade puxava meu corpo pesado pra baixo. Meus joelhos bambeavam e eu nao tinha equilíbrio pra me manter com as pernas retas. A sede ardia em minha boca, o cansaço fazia meus joelhos fraquejarem, mas tudo isso seria fácil de suportar se dentro de mim o meu coração nao tivesse tao arrebentado. Era vingança, era doença e nada que eu pudesse falar para Nolan faria ele voltar atras. Nem ao menos uma morte rápida eu podia exigir. Eu sabia que Justin nao tinha chances de me resgatar dessa vez porque ate agora ele nao havia achado Nolan. Seu rosto veio em meus pensamentos e ele sorria pra mim. Ele sorria como na primeira vez. As lágrimas escorriam em meu rosto e eu abria os olhos querendo ter ele ali, mas tudo nao passava de pensamentos.
- Eu te amo. - proferi entre um suspiro e entao meu joelho tombou em cansaço e fiquei pendurada pelas mãos enquanto a sonolência fechava meus olhos.
 
POV Justin
Estacionei o carro observando um veículo parado no acostamento. Verifiquei a arma na cintura e sai do carro com o corpo em chamas. Ainda nao conseguia enxergar quem estava no carro. Peguei a arma engatilhando e mirei andando em direção ao veículo quando notei que era o carro da mae, o carro que Lorena saiu. Minha boca ficou seca e corri ate ele. O escuro nao me deixava ver o que havia la dentro. Forcei a macaneta da porta de tras que por supresa abriu fazendo com que a luz no poste iluminasse os rostos deles. Alice e Charles.
Meu coração palpitou enquanto meu corpo se arrepiava. Eles estavam com roupas sujas e rasgadas enquanto dormiam no banco de trás. Alice ainda suspirava em meio ao sono dando suspiros de choro. Guardei a arma completamente emocionado e peguei os dois colo. Eles estavam vivos! Nao conti as lágrimas que escorreram enquanto dava beijos em suas testas.
- Papai. - a voz fraca de Alice ao despertar agitou meu coração e logo Chuck agarrou meu pescoço.
Nao conseguia falar nada, nao conseguia expressar o alívio de encontra-los vivos. Ouvi o barulho de um carro e me pus atento, mas logo percebi que era o carro da Kimberly. Ela e Ryan saltaram do veículo e correram ate a mim pegando as crianças do colo.
- Meu Deus! - Kimberly disse em sussurro abraçando Charles e pegou ele no colo que ainda estava sonolento enquanto Ryan pegava Alice completamente alucinado.
- Eles estao vivos, meus filhos estao vivos. - falei sem acreditar.
- E a Lorena? - Ryan perguntou me fazendo pensar no que eu nao queria.
- Com certeza ela foi no lugar deles. - falei com odio mirando o nada e os dois se calaram. 
- Pra onde? O endereço era esse! - Ryan perguntou sem entender.
- Nao sei. Alice. - gritei e a menina me olhou assustada. - Pra onde a mamãe foi? Pra onde levaram ela? - perguntei euforico e ela se escondeu no pescoço do Ryan. - Ei, ei... nao vao machucar voce, nao vao machucar a sua mae, voce so tem que me dizer pra que lado levaram ela. - pedi mais calmo e a menina continuava em silencio fazendo. - Alice, fala pra que lado a sua mae foi! - gritei fazendo ela chorar e Kimberly me olhou com ódio.
- Ela esta assustada, Justin! Nao piores a situação. - falou mandona e ele soltei todo o ar que tava no pulmão. 
- Eu vou continuar seguindo a pista. Levem eles pra casa. - falei me virando.
- Voce nao vai sozinho! - Kimberly gritou e vi que ela entregava Charles para Ryan. - Leve eles, acorda a Pattie, coloca os seguranças da casa em alerta. Eu vou com o Justin. - ouvi suas instruções enquanto ela passava a chave do carro pro Ryan que assentiu em silencio e se direcionou ao veículo.
Kimberly veio na minha direção me olhando serio e parou na minha frente.
- Voce sabe que ja estivemos aqui mil vezes. 
- Eles nao devem ter ido muito longe. 
- Os seus filhos precisam de voce. Sabe-se la o que fizeram com eles todos esses dias. - gritou.
- Eu preciso achar a Lorena. - falei desviando o olhar. - Eu nao vou pra casa sem ela.
- E se... - começou a falar e eu a cortei.
- Nao tem essa condição, Kimberly. Lorena nao esta morta. - falei firme e ela me olhou calada e depois de alguns segundos em silencio me virei indo para para o carro enquanto ouvia sua bota estalar atras de mim enquanto ela me seguia.
 
POV Lorena
Abri meus olhos e a claridade me feriu. Já estava de manhã e meu corpo estava completamente destruído pela posição que eu ainda me encontrava. Acordei e pela primeira vez na vida me senti triste por ainda não estar morta, por ainda ter que aguentar mais tortura. Meus braços estavam dormente e sem circulação, meus doíam e minhas pernas não tinham mais força alguma. Tentava me por de pé sem ficar pendurada para que meu pulso não ardesse tanto, mas era uma ação impossível.
- Espero que tenha dormido bem. - ouvi sua voz e virei meu rosto automaticamente vendo Nolan sentado em uma cadeira a minha direita relaxadamente.- Você é forte. Eu estou com dor nas costas só de me imaginar no seu lugar. - zombou.
- Eu preciso de água. - falei fraca com a boca tão seca que a voz quase não saía.
- Eu preciso de tantas coisas e nem por isso estou choramingando. - deu de ombros debochado e se levantou da cadeira vindo para perto de mim. - Sabe, eu ainda tinha esperanças de que Justin te encontrasse, devo assumir. Ele é tão esperto as vezes, mas veja, eu venci o invencível. - sorriu- 6 horas se passaram desde quando eu te tranquei aqui e nenhum sinal da competência dele. Talvez ele não te ame como você imagina. - falou segurando o meu rosto e cuspi em seu rosto com a pouca saliva que me restava.
A raiva ficou estampada na sua cara enquanto ele passava a parte de cima da mao esquerda sobre a bochecha limpando o cuspe. Respirava forte, com medo, completamente amoada quando ele começou a socar o meu rosto com força. Não havia como me defender. Meu corpo ficava mole e a dor física era insuportável. Nolan parecia fora de si, completamente controlado pelo ódio e pela maldade. Suas atitudes apreciam loucas enquanto ela descontava socos, tapas e chutes por todo o meu corpo. Não acaba, simplesmente não chegava ao fim. Minha coxa recebia seus chutes e cada segundo aquilo parecia doer mais. Abaixei minha cabeça sentindo dor. Um minuto se passou, mas parecia mais. Ele parou ofegante me olhando enquanto meu corpo todo estava destruido. Todas os lugares atingidos gritavam em minha pele. A lágrima escorria enquanto eu o olhava com medo. Seus olhos freneticos me olhavam sem qualquer arrependimentos. Minha cabeça doía por causa de todos os golpes e e ele saiu do lugar sem dizer nada. Dei um grito exteriorizando todos os meus sentimentos. Minha garganta arranhou e assim que me silenciei, meu joelhos dobraram e tombei sendo segurada pela corda.
 
POV Justin
Minha cabeça estava explodindo. Eu não havia pregado o olho. A busca com a Kimberly não havia dado em nada e agora eu estava em meu escritório encarando o resto do pó em cima da mesa enquanto me convencia que devia sair do país para resolver aquilo. Ele não estava em Atlanta e nem nas aproximidades. Não tinha como procurar mais, não havia mais onde procurar. Se ela estivesse viva, eu não podia esperar. Eu iria ligar para reservar as passagens, pois sair de casa e voltar de maos vazias já estava fodendo minha sanidade.
- Filho. - ouvi minha mãe bater na porta e rapidamente limpei a cocaína que estava ali. - Como você está? - ela sorriu com dor enquanto entrava e eu me levantei sem responder. - Foi uma noite difícil. - suspirou. - A mãe da Lorena ainda está dormindo por causa dos remédios e espero que permaneça assim. Está tudo tão complicado. - disse e Kimberly entrou no escritório pisando fundo.
- Alice está em crise, alguem precisa subir e ver o que está acontecendo. - disse nervosa.
- Ai meu Deus. - minha mae falou. -  O médico esteve aqui ontem e disse que eles não sofreram nada, mas ela nao para de chorar, coitada. Eu vou subir e ajudar a Emma. - falou chorosa saindo do escritório enquanto eu colocava as balas dentro da arma e perndia um pente de munições em minha cintura.
- Justin! - Kimberly gritou chamando minha atenção e eu a encarei.  -Seus filhos rpecisam de você. - disse óbvia.
- E eu preciso achar a mãe deles.
- Isso é um absurdo, você não pode tirar um segundo pra subir e ver como eles estão? - gritou vindo pra minha direção e eu segurei seus braços com força. Era a hora de por pra fora todo o meu ódio.
- Se você não tem um pingo de consideração pela vida da minha mulher, isso não é surpresa alguma, mas eu preciso encontrar ela. - gritei.
- Eu tenho estado com você até agora, Justin, mas seus filhos estão sofrendo. - gritou.
- E vão sofrer mais se crescerem sem a mãe. - rebati sentindo a graganta pinicar por causa do tom de voz.
- Então vai. Sai de novo sem rumo, se fode todo. Você não está agindo com inteligência. Não encontramos pistas, não encontramos nada.
- Eu vou sair do país. - falei baixo me desviando dela para sair sdo escritório e um segurança esbarrou em mim.
- Desculpa, senhor. - disse sem jeito. 
- O que você quer aqui? Lugar de segurança é fora da minha mansão. - falei sem saco e senti Kimberly bufar atrás de mim.
- Uma caixa foi deixada essa madrugada em frente ao portão, só vimos agora de manha. 
- Uma caixa? Que caixa? - perguntei rolando os olhos.
- Não abrimos, senhor. Pode ser uma bomba ou algo do tipo. Achamos melhor avisar a você antes.
- Se for uma bomba, vai ser um favor se estourar na minha cara. - falei com ódio e ele se calou. - Traz logo essa merda, porra. - gritei e ele saiu.
Me virei para voltar até o escritório e Kimberly parou na minha frente impedindo minha passagem.
- Qual o seu problema hoje?
- Por que você está sendo tão imprudente? - perguntou e eu passei com força tombando em seu ombros.
Entrei no escritorio sentindo a circulação a mil. Só iria ver qual era o lance daquela caixa e sair. Já havia me prometido que só pisaria aqui de novo com alguma informação da Lorena. Alguns minutos se passaram e Kimberly desistiu de ficar me encarando e esperando respostas, me deixando sozinho ali. Ouvi a porta ser batida e mandei entrar. O segurança entrou com a caixa nas maos de tamanho médio e colocou em cima da minha mesa enquanto eu o analisava;
- Pode vazar. - falei assim e ele assentiu saindo do escritorio.
Me aproximei com a testa franzida sem saco algum pra suspense. Peguei a caixa e me surpreendi por estar incrivelmente leve. Rasguei o papelão e pude perceber que havia apenas papeís ali. Ainda sem entender, franzi o cenho pegando aquilo em minhas mãos e notei que eram documentos escolares da minha antiga escola. Comecei a folhear e no alto da última folha havia uma foto 3x4 do Nolan da época de quando estudávamos juntos. Passei os olhos pela folha sentindo a confusão invadir minha mente quando me deparei com sua filiação: Jack Bones Gray e Ruth Marie Gray. Levei um soco na boca do estômago enquanto a adrenalina corria em meu corpo. Meus pelos se arrepiaram e eu enrijeci o maxilar. Jamais na minha vida soube que Nolan era filho do Jack e obviamente ele estava correndo atrás de uma vingança. Olhei para o lado me sentindo completamente escaldado. Como aquela caixa havia chegado ali? Quem estava me ajudando? Aquela informação simplesmente explicava tudo e senti um ódio tão grande pensando em todas as chances que tive de temrinar isso, principalmente na minha festa de aniversário. Olhei mais uma vez para a caiuxa vazia com os pensamentos em turbilhão e havia um pequeno papel escrito de caneta preta. Larguei os documentos pegando o papel em minha mão e ali estava um endereço de Ocala, na Flórida.

ATENÇÃO:

   Como vocês sabem, o proximo capitulo será o ultimo. Se estou doente com isso? Demais, mas vou deixar minhas palavras para o fim, pois quem me conhece sabe o que DO representa pra mim. Espero que gostem desse capitulo e guardem o coração para o final, finalmente todo o misterio que ronda a vida de Justin sera descoberto e tem a ver com quem enviou essa caixa *dica*

Como já expliquei, não consigo mais por caixa de comentarios, então me mimem no twitter @itsmeclarag, voces sabem que eu amo esse feedback :( obgd por tudo de vdd!

Obs: Ja viram a entrevista que eu dei para o novo projeto do site Jbieber.com? Deem uma olhada ;) 

http://www.theunderdogs.com.br/2013/05/novidade-especial-bff-bieber-fanfiction-destino-oculto/

até dia 2 :*